Origens

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Prazer, meu nome é Tatiana, mas o meu sobrenome não é Santiago. Me chamo Tatiana Valente Santana, mas me identifico como Tatiana Santiago por causa do nome do meu esposo. 

Solteira me chamava Tatiana Barbosa Valente: Barbosa - por parte de minha mãe - Valente - por parte do ex marido dela que se chamava Osvaldo e que não era meu pai (biológico) e nem de criação.

Pensei que passaria a me chamar Tatiana Barbosa Santiago quando me casei, mas isso não aconteceu. Saiu o Barbosa (da minha mãe) e entrou o Santana (também do meu esposo). Permaneceu o Valente (sobrenome de um homem que na verdade nem conheci).

Quando eu e meu irmão George (somos gêmeos) nascemos, minha mãe estava separada fisicamente de Osvaldo. O casamento deles não durou muito. 

Meu irmão mais velho (filho de minha mãe com Osvaldo e que faleceu há mais de vinte anos) já era nascido e ela também já tinha Alice, minha irmã mais velha, fruto do relacionamento da minha mãe com o meu pai (biológico). 

Tenho também um irmão caçula que é fruto do relacionamento da minha mãe com Zé, meu padrasto e com quem convivi até quando casei.

Será que deu pra entender até aqui?

Continuando...

Alice tem o sobrenome do meu pai, pois ele a registrou e digamos, "assumiu" a paternidade. Comigo e com meu irmão foi diferente. Ele não nos "assumiu" ou seja, não nos deu o seu "nome"

Já tínhamos meses de nascidos e como toda criança precisávamos de um registro de nascimento, inclusive para receber auxílio médico e futuramente se matricular numa escola, mas meu pai se negou...Na nossa certidão de nascimento só não consta "Pai desconhecido", pois Osvaldo, ex marido de minha mãe, permitiu que ela nos registrasse com a certidão de casamento deles.

Por conta desse gesto de Osvaldo, que mesmo separado fisicamente da minha mãe continuava casado legalmente com ela (por sinal eles nem chegaram a se divorciar), tivemos o "nome" de um pai no nosso registro.

Nota: Se nessa época o curso ou o livro Casamento Blindado, o programa The Love School já existissem e principalmente, se minha mãe tivesse entregue o controle da sua vida para Deus, talvez ela estivesse com Osvaldo até hoje e não tivesse errado tanto nos seus relacionamentos. Mas será que eu teria nascido? Bom, não sei e também não adianta conjecturar... 


Pois é, sou fruto de uma gravidez não planejada e até mesmo indesejada.

O interessante é que cresci sabendo quem era meu pai. Sabia onde ele morava. Quando criança e no inicio da adolescência fui à sua casa muitas vezes com meu irmão, inclusive para pedir ajuda financeira. Muitas vezes em vão. 

Meu pai não é desconhecido. Simplesmente ele se negou a assumir a responsabilidade de ter "contribuído" para colocar duas crianças no mundo. 

Se fosse nos dias de hoje, quem sabe minha mãe tivesse solicitado na justiça um exame de DNA.

Mas pensando bem, o que adiantaria, se meu pai fosse obrigado pela justiça a nos dá o seu "nome" e até pagasse uma pensão alimentícia, mas continuasse não nos dando o principal (amor, carinho, atenção, educação...)? 

De que nos valeria o seu "nome" se ele não quisesse saber de nós? Se não participasse de nada em nossa vida? Como nunca participou...

Sinceramente, há coisas mais importantes que um reconhecimento de paternidade, uma pensão alimentícia ou um "nome"

Se todas as pessoas, principalmente as mais jovens, na hora do "bem bom", da "aventura", da "pegação", das baladas da vida ou quando vivessem seus "amores" de carnaval pensassem não apenas nos seus prazeres momentâneos, mas na consequência de uma gravidez indesejada (algumas planejada$), se pensassem principalmente na criança - inocente, diga-se de passagem - que poderia vir ao mundo, evitaria-se muitos constrangimentos e sofrimentos desnecessários. O filho de Eliza Samudio que o diga... 

Enquanto escrevia esse post me lembrei do caso do goleiro Bruno e fiquei pensando quais serão as consequências na vida dessa pequena criança no futuro? 

Que Deus tenha misericórdia e que esse menino possa cedo entregar-se para Ele, pois tem marcas da nossa vida que só Deus pode apagar...


Meu Verdadeiro e Amado Pai

"Não escondas de mim a tua face, não rejeites com ira o teu servo; tu tens sido o meu ajudador. Não me desampares nem me abandones, ó Deus, meu salvador!
Ainda que me abandonem pai e mãe, o Senhor me acolherá." Salmos 27:9-10

Como eu gosto desse Salmo! Pois quando leio esse trecho eu reconheço que o Senhor me acolheu.

Entreguei a minha vida para Deus muito nova, tinha apenas dez anos e a partir de então soube que podia contar com um Pai que me amava de verdade, que em nenhum momento me rejeitou, que esteve (e está) presente em todos os momentos, bons ou ruins da minha vida e que sempre cuidou de mim. 

Posso dizer que a rejeição e a ausência do meu pai só não causou danos na minha vida, por causa da minha entrega a Deus, pois Ele supriu todas as minhas necessidades afetivas e me fez até perdoar e entender o meu pai pela sua rejeição. 

Quando uma pessoa está longe dos caminhos de Deus e não tem a Sua direção só faz besteira. Algumas que causam muitos arrependimentos no futuro. É por isso que entendo o meu pai. É por isso que não condeno minha mãe. Por nada.

Ao me casar passei a assinar Tatiana Valente Santana, mas queria que ficasse Tatiana Barbosa Santiago

O "Valente" para mim é um nome estranho e que já me causou alguns constrangimentos. Um deles dezenove anos depois do meu registro, quando me casei. Por ser "de menor" precisei da autorização dos meus pais para casar e minha mãe tinha perdido contato com Osvaldo. 

Ainda bem que depois de muita explicação apenas a autorização dela foi suficiente, e não foi preciso meu "pai" autorizar meu casamento.

Recentemente soube que Osvaldo faleceu. Serei eternamente grata pelo gesto que ele teve comigo e meu irmão, mas sempre que preciso preencher uma ficha ou fazer um cadastro que inclui o nome do meu "pai", acho estranho. 

Quem sabe algum dia eu veja a possibilidade de incluir legalmente o "Santiago" ao meu nome, não que eu dê importância a ele. Para mim pouco importa ter Santiago, Barbosa, Valente, Santos, Rockfeler, Orleans e Bragança...como sobrenome. Não faz a menor diferença. Mas como precisamos ser identificados por um sobrenome eu prefiro Tatiana Santiago ou Tatiana, um simples vaso. Não me importo.

O que quero mesmo é permanecer firme, amando e sendo amada pelo meu Verdadeiro Pai até o fim. Quero receber o Seu abraço a cada dia. Ser corrigida por Ele quando estiver errada. Receber Dele ensinamentos que me ajudarão no meu presente e no meu futuro. 

Também quero comer do maná escondido e receber do meu Amado Pai uma pedrinha branca com meu nome novo. Esse sim, terá muita importância para mim! 

"Ao vencedor, dar-lhe-ei do maná escondido, bem como lhe darei uma pedrinha branca, e sobre essa pedrinha escrito um nome novo, o qual ninguém conhece, exceto aquele que o recebe." 
Apoc. 2:17

Tatiana Valente Santana. Tatiana Santiago. Tatiana, um simples vaso...Esses são só nomes temporários. O que quero mesmo é ser chamada pelo meu nome eterno :)

P.S. Compartilhei com vocês essa particularidade sobre a minha origem porque faz parte da história da minha vida e quem sabe possa ajudar alguém. Desejo que sim.


Forte abraço e até o próximo post.


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