Exemplos

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Outro dia meu esposo e eu fomos visitar um adolescente de 14 anos chamado Felipe, ele é  filho de d. Joelma, uma senhora que estava frequentando a igreja (em que estávamos anteriormente) há poucas semanas.

Felipe nasceu prematuro, aos seis meses de gestação e com falta de oxigenação no cérebro. O resultado dessas condições: paralisia cerebral.
Paralisias cerebrais não são doenças, mas uma condição médica especial (que frequentemente ocorre em crianças), antes, durante ou logo após o parto, e quase sempre é o resultado da falta de oxigenação ao cérebro. As crianças afetadas por Paralisias Cerebrais têm uma perturbação do controle de suas posturas e dos movimentos do corpo, como consequência de uma lesão cerebral.
Estas lesões possuem diversas causas, frequentemente devido à falta de oxigenação antes, durante ou logo após o parto, não existindo dois casos semelhantes, pois algumas crianças têm perturbações sutis, quase imperceptíveis, aparentando serem "desajeitadas" ao caminhar, falar ou usar as mãos, enquanto que as submetidas a lesões cerebrais mais graves, a exemplo de casos de anóxia neonatal, podem apresentar incapacidade motora acentuada, impossibilidade de falar, andar e se tornam dependentes para as atividades cotidianas. Fonte: Dedos dos pés.com.br
No caso de Felipe, a lesão cerebral não afetou as áreas do seu cérebro que são responsáveis pelo pensamento e pela memória. Ele é um menino muito inteligente, comunicativo e está cursando a 7ª série.

A lesão porém afetou o seu corpo, que por conta disso é atrofiado e bem franzino. Suas pernas são da largura do meu braço. Ele não anda e é totalmente dependente da d. Joelma para tudo e sofre com muitas dores no seu corpo.

Logo que chegamos na casa de Felipe, no dia da visita, de cara o que me chamou atenção foi o seu sorriso. Sabe aquele sorriso que ilumina o ambiente? Assim é o sorriso dele. Lindo! Olha que ele tinha passado a noite em claro por conta das dores no seu corpo viu...

D. Joelma nos contou que também não dormiu naquela noite tentando achar uma posição que fosse confortável para Felipe.

A segunda coisa que me chamou atenção em Felipe foi a sua força. Mesmo tendo um corpo fraco, atrofiado, ele é um menino forte!

Pudemos comprovar sua força através das suas palavras, que eram positivas e em nenhum momento ele reclamou da sua condição ou ficou se lamentando por conta dela.

Durante a visita, d. Joelma nos contou a história de vida de Felipe, das lutas que ela passou e tem passado ao longo desses 14 anos para proporcionar a ele um mínimo de conforto e qualidade de vida. Ela se emocionou e começou a chorar e eu também,  e disse que por muitas vezes, quando ela está triste ou desanimada, Felipe sempre lhe dá uma palavra que a acalma e fortalece e que mesmo com tudo que já enfrentou e apesar das condições do seu filho, ela agradece a Deus, pois ele é um menino excepcional!

Outra coisa que também me chamou atenção, foi o desejo de Felipe de conhecer a Deus e de um dia poder estar na igreja para participar das reuniões.

Como no momento está impossibilitado de ir, ele incentiva sua mãe para que ela vá. Inclusive, naquele dia, mesmo tendo passado uma noite inteira acordada e estar cansada, d. Joelma foi assistir o culto pela manhã, por incentivo dele; ela disse que não se arrependeu de ter ido, por que mesmo com todo cansaço, Deus a renovou.

Vou te contar uma coisa, cada vez que eu falo de Jesus para alguém, ou que faço visitas como essa, eu também me renovo! E me revolto também, ao vê que muitas pessoas são saudáveis, tem a oportunidade de ir buscar a Deus e ouvir a Sua Palavra, no entanto desprezam...

Nós fizemos a oração por Felipe e por sua mãe e tenho certeza de que Deus já os abençoou, pois se essas atitudes chamaram a minha atenção, imagine a de Deus?

*Superação

Por causa da visita que fizemos a Felipe, eu pesquisei a respeito da paralisia cerebral e encontrei nessa pesquisa muitos exemplos de superação. Exemplos de pessoas que não se limitam, mesmo tendo todas as circunstancias contra elas.

Esse que você está vendo na foto abaixo é o Ronaldo.

Ronaldo também tem paralisia cerebral. Ele não fala, não anda, não come, não se veste sem ajuda…Mas nem por isso ele se limita e como Felipe, não vive reclamando ou triste pela sua condição.

Ronaldo, mesmo tendo todas as circunstâncias contra ele, encontrou uma maneira de fazer a diferença na sua vida e na vida de outras pessoas.

Ele encontrou uma maneira de se comunicar e criou até um site, o segundo feito por uma pessoa com deficiência na Internet brasileira. Olha o relato dele e não deixe de assistir ao vídeo:
De fato, como não posso falar – como também não me é possível andar, comer, me vestir etc, sem ajuda – a comunicação comigo é bastante complicada e, por isso, era bem problemático expressar o que me passava pela cabeça – na melhor das hipóteses, alguém tinha de dizer o alfabeto inteiro para que formasse as palavras letra por letra, o que inviabilizava qualquer tipo de conversação –, o que pode facilmente ser interpretado como sinal de retardo mental, já que cerca de metade das pessoas com paralisia cerebral tem esse problema, sem falar do preconceito, que é mais forte em países como o Brasil. Superar essa dificuldade de comunicação foi um longo processo, o qual foi da compra de uma máquina de escrever elétrica – que hoje me parece algo da Idade da Pedra – até o ingresso na Internet, cuja etapa mais importante foi a confecção de uma prancha com letras e números, coisa simples mas que me permitiu conversar em tempo real – uso todos esses meios do mesmo modo, com os dedos dos pés.
Só tive oportunidade de estudar até a sexta série, mas meu nível cultural não deixa nada a dever ao de um universitário. De fato, para fugir do tédio virei um leitor voraz e acabei me tornando autodidata em Economia. Também gosto de história, filosofia, ciência – particularmente física, astronomia e matemática –, tecnologia e ficção cientifica. Fonte: Dedos dos pés 
Pois é, nós que somos “perfeitos” deveríamos procurar seguir exemplos como esses e tantos outros e não deixar que nada venha nos limitar, nem ficar reclamando da vida ou da nossa condição não é mesmo?


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