Escolhida para o Altar - O livro

Li o livro "A escolhida para o Altar" da d. Tania Rubim  em Setembro do ano passado, durante o período do Rush para o Godllywood (o que é Rush? O que é Godllywood??? Clique aqui e saiba mais a respeito) e dando uma olhadinha nos rascunhos que tenho arquivados aqui no blog, resolvi compartilhar esse "resumo" do que mais me tocou ao ler o livro.

Espero e desejo que abençoe alguém.


“Quem quer fazer a Obra de Deus no Altar deve estar consciente de que não tem mais vida própria, seu objetivo é sonhar os sonhos de Deus. Isso significa que a pessoa vai viver segundo a vontade do seu Senhor, para cumprir o plano que Ele traçou para ela.”

Estar consciente...Para mim o livro inteiro se resume nessa frase. A pessoa que deseja servir a Deus no Altar deve estar antes de tudo consciente.

* Consciente de que para fazer um trabalho que é estritamente espiritual, ela deve e precisa ser nascida de Deus.
* Consciente de que Deus a chamou para ganhar almas e resgatar os perdidos, portanto ela precisa ter paixão pelas almas.
* Consciente de que foi chamada por Deus para servi-Lo no Altar.
* Consciente de que independente da posição que ocupe na igreja, ela sempre será serva.
* Consciente de que servir a Deus no Altar significa viver uma vida de sacrifício e renuncia – constante.

Se todas as pessoas que almejam ou até mesmo já estão servindo no Altar tiverem essa consciência, certamente cumprirão o plano que Deus traçou para suas vidas.

*Significado de Consciente

Que tem a consciência, a noção de uma coisa: estar consciente de suas responsabilidades. Que sabe o que faz. Que é feito com consciência.

Gostei muito de ler o livro, pois pude fazer uma reflexão a respeito da minha vida no Altar ao longo desses anos.

Na época em que namorava com meu esposo, não havia reuniões de namoradas e noivas, e posso dizer que quem me orientou a respeito de como seria a vida de uma esposa de pastor, foi ele mesmo, desde o dia em que conversamos pela primeira vez a respeito dos nossos sentimentos. Roberto (Santiago) fez questão de me dizer o bê-a-bá da Obra de Deus e até hoje eu me lembro de suas palavras:
“A vida de uma esposa de pastor é uma vida de sacrifício. Pastor não tem folga, não tem férias; sua vida será de casa pra igreja e da igreja pra casa; você vai ficar sem ver sua mãe; vai morar na igreja; a mulher pode ser uma benção ou uma maldição na vida do pastor; esposa não manda em nada e tem que saber se colocar no seu lugar... E aí, tá preparada?”
É claro que naquele momento  tive apenas uma noção teórica do que seria a vida de uma esposa de pastor, mas ele sempre deixou isso bem claro e foi com essa consciência que me casei.

E a hora de viver e saber se estava preparada para uma vida de sacrifício chegou; na mesma noite e mês que casei.

Praticamente não tive “lua de mel”, pois no dia do meu casamento, assim que acabou a cerimônia, ficamos somente meia hora na festa, porque haveria reunião com os pastores da região e o regional na época falou que meu esposo teria de participar.

Chegamos ao hotel por volta de 1 da madrugada e às 11 da manhã, o pastor nos pegou para irmos para uma reunião de obreiros na sede regional e só retornamos ao hotel por volta das 22:00 h.

Na segunda, às 8:00 da manhã, meu esposo foi para uma reunião de pastores na Catedral e eu fui buscar algumas roupas na casa da minha mãe. A nossa “lua de mel” havia terminado.

À tarde fomos para a igreja que meu esposo já tomava conta quando solteiro, pois não havia apartamento disponível e dormimos no escritório da igreja, (que só cabia um colchão de solteiro e tinha muitas infiltrações e pingueiras) por cerca de um mês. Depois surgiu um apartamento e fomos morar - com outro casal.

Com seis meses de casados, fomos transferidos para o interior e todos os móveis e enxoval que havíamos comprado para casar, (incluindo uma colcha linda, de metalassê, cheia de travesseiros que ganhei da minha sogra), ficou para trás. Nessa época quase não vinha a Salvador por causa da distancia, e fiquei sem ver minha mãe e meus irmãos por um bom tempo.

Dou graças a Deus por ter acontecido essas e outras experiências no inicio do meu casamento, pois serviram para me dá base.

Mesmo quando não havia as orientações que temos hoje (inclusive um livro que fala a respeito da obra no Altar), todas as vezes que passei no interior e fiquei sem vir na capital e sem assistir uma reunião de esposas ou quando fui para Angola e encontrei uma realidade bem diferente da daqui, tenho a plena certeza que foi Deus quem sempre me guiou. 

E também toda e qualquer dificuldade que eu passei ou passo na minha vida, vejo como experiências. Na hora posso não entender, mas depois comprovo que as dificuldades, lutas...serviram para me ensinar alguma coisa. Principalmente a depender de Deus.

Não sou perfeita ou a Miss Perfeição, como d. Tânia cita no livro (longe de mim esse espírito!). Tenho falhas (muitas), mas peço a cada dia para Deus me moldar, pois quero crescer Nele e na minha fé; quero ter visão e ser mais usada por Ele para alcançar almas, pois não tenho nenhuma dúvida de que fui chamada e escolhida (por Ele) para isso.

No livro d. Tania nos mostra que podemos e devemos desejar ser usadas por Deus para fazer a diferença. Que não podemos nos acomodar e nem viver uma vida rotineira, nos limitando às nossas obrigações diárias, como limpar a igreja, ajudar no escritório ou cuidar da casa. Temos de fazer tudo isso (é claro, rsrsrs), mas não foi apenas para isso que Deus nos escolheu. 

Ela ainda disse mais, que não podemos nos limitar a ser mais uma no meio da multidão e ficar satisfeitas com o simples fato de sermos "esposas de pastores", mas que devemos buscar direção em Deus para sermos usadas por Ele, assim como nossos maridos, para ganhar almas. Esse deve ser o nosso foco e o nosso objetivo.

Não somos uma peça de adorno na igreja ou na vida dos nossos maridos, Deus nos escolheu para que nós também façamos a diferença nesse mundo. 

Assim eu creio!
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