Surpresas de uma vida a dois

Desde que me entendo por gente sou apaixonada por gatos e quando vejo um miau, quero passar a mão na cabeça, pegar no colo e ouvir os ronronzinhos de carinho dele. Mas meu esposo não era muito fã não e por isso o último convívio que tive com um, foi há muitos anos atrás, quando era solteira, na casa de minha mãe; aliás, esse amor que tenho pelos felinos deve ser genético, pois ela também os ama.

Roberto nunca maltratou e ficava chateado se alguém fizesse malvadeza com algum gato ou qualquer outro animal; apenas não gostava, ao ponto de não querer nem que eu pegasse.

Mas na vida a dois, a medida que o tempo passa, além de conhecermos melhor e nos tornamos mais próximos do nosso parceiro, apoiarmos e nos fortalecermos mutuamente, também acabamos partilhando dos mesmos gostos e com isso vem as surpresas.

Entre as muitas coisas que com o tempo meu esposo e eu passamos a ter um gosto em comum, não é que para minha alegria ele também começou a gostar dos bichanos \ ^.^ /

Pois é. Há pouco mais de um ano ele foi se rendendo ao charme de Faísca, um lindo gatinho amarelinho que é filho da Mimosa, uma gata que vivia no estacionamento de uma igreja que passamos. Já escrevi sobre ela aqui.

Mimosa teve cinco filhotes: Três mocinhas e dois gatões. Mas obviamente não poderiam ficar na igreja, por isso assim que cresceram, procuramos pessoas que pudessem ficar com eles.

Enquanto esperava o tempo para serem levados, eu cuidava e brincava com eles e quando chegava na igreja, só de ouvirem a minha voz já me conheciam e vinham até mim.

Qualquer filhote é sempre uma graça e encanta a qualquer pessoa, não é mesmo? Com meu esposo não foi diferente. Ele ria das brincadeiras e dos saltos mortais dos bichanos e via o quanto eu gostava deles.

Chegada a época de serem levados, para minha surpresa, meu esposo disse que era pra deixar um macho, segundo ele "pra pegar os ratos na igreja". Escolhi um e passei a chama-lo de Faísca e a medida que foi crescendo, parecia até que ele sabia que era preciso conquistar meu esposo.

Love
Todos os dias quando Roberto chegava na igreja para fazer a reunião do jejum, Faísca o seguia até o altar e acredite se você quiser, enquanto meu esposo dava a volta no salão da igreja, orando e pedindo para Deus abençoar o povo, o gato seguia com ele. Quando estava com fome, era nos pés do meu esposo que ele se jogava. Aonde meu esposo ia, ele ia atrás, parecia até um cachorrinho.

Com isso, Faísca o foi cativando e chegou ao ponto dele também lhe dá um nome, Peixoto. Hoje ele se chama Faísca Peixoto por isso. Faísca é por parte de mãe e Peixoto por parte de pai ^.^

Ele ficou morando em San Martin durante 1 ano e alguns meses e quando fomos transferidos, adotamos Faísca definitivamente.

Como ele já tinha sido levado ao centro de Zoonoses para tomar as vacinas e já estava vermifugado, só faltava fazer a castração, para que ele não ficasse mijando onde não devia, ainda mais que moramos em apartamento.

Minha rotina diária mudou. Agora tenho de varrer e passar pano na casa e nos móveis quase todos os dias, por causa dos pelos (preciso de um aspirador de pó com urgência, rsrsr). Tenho que limpar a caixa de areia pelo menos três vezes ao dia. Correr atrás do Faísca com um borrifador de água toda vez que ele subir onde não deve, para educa-lo. Ter cuidado com as panelas...Mas quer saber de uma coisa? Estou feliz!


As vezes me pego rindo sozinha quando lembro do meu esposo com um pedaço de cordão na mão e Faísca correndo atrás, brincando...Pra quem não gostava, ele acabou me surpreendendo! Mas é como eu já li uma vez, só quem não gosta de gato, ou qualquer outro animal, é porque nunca conviveu com um. A partir do momento que convive, ama.

Faísca virou o xodó da nossa casa e eu, claro, estou ainda mais apaixonada pelo meu marido, que me deixou ficar com ele. ^.^



P.S Ontem (17) foi comemorado o dia internacional dos gatos. Por isso resolvi escrever essa postagem. A data foi escolhida por uma organização italiana de defesa aos animais para defender os queridos Ron-Rons de perseguições e também promover adoções em todo mundo. Li aqui

Eu nem sabia que existia uma data comemorativa para os gatos, mas gostei da ideia, ainda mais que é para incentivar a defesa e a adoção deles. 

Aqui no Brasil existe um grupo chamado Resgatinhos. É um grupo formado por pessoas que amam gatos e como o nome já sugere, eles resgatam gatos abandonados, cuidam e conseguem lares para os bichanos. Através do site e da página deles no Facebook, podemos ver cada foto e acompanhar histórias a respeito das adoções ou de como eles encontraram os gatos, que para qualquer pessoa que gosta de animais é difícil não se emocionar. Passa lá e dá uma olhadinha.

Forte abraço e até breve.




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